As coisas acontecem quando menos estamos à espera. Murphy, nas suas célebres leis, elaborou uma que diz algo assim:
If you perceive that there are four possible ways in which something can go wrong, and circumvent these, then a fifth way, unprepared for, will promptly develop.
No sentido negativo, claro. Podemos figurar no sentido positivo - quando nada esperamos, tudo acontece. Os dias não são sempre felizes. Contos de fadas não existem, senão na nossa imaginação e nas coisas que contamos às crianças, para lhes ensinar que coisas boas acontecem às boas pessoas, e para lhes mostrar que o amor nos encontra sempre algures na vida. Claro que tem por base a tradição do casamento, da união de duas pessoas (e sempre do sexo oposto, ainda não chegamos às fábulas que envolvem homossexualidade), mas isto já não é bem assim hoje em dia, pois não?
Hoje, temos a liberdade de escolher estar sozinhos. De não querer casar, de querer múltiplas companhias, se assim o desejarmos.
Mas isto também não é bem assim, pois não? Porque no fundo todos queremos aquela companhia. Aquela a quem damos tudo e de quem queremos tudo, a que nos faz sorrir em dias maus, que nos ama incondicionalmente, que faz amor connosco apaixonadamente, que é a nossa melhor amiga, acima de tudo.
Mas não se encontra em qualquer lado. Aliás, tenho cá para mim que quanto mais procuramos, pior é. Porque tal como comecei este post, as coisas acontecem quando menos estamos à espera.
Será mesmo assim? Ou é apenas um cliché? Algum dia deixamos de estar à espera? Ou temos sempre aquela coisa no subconsciente quando conhecemos alguém novo, que nos diz "será que..."?
Eu não sei.
Mas sei que a magia acontece. Em pequenas coisas, a magia está lá. E se estamos à espera ou não, acaba por ser indiferente. Porque muita vezes nem vemos o que nos atingiu. Simplesmente acordamos no epicentro das emoções. E se até aqui nos perguntávamos "será que...?", a partir daqui dizemos "como é que...?". Porque aí já aconteceu. Porque aí já damos por nós a sorrir com uma palavra. Com um envelope até, se for preciso, só com um pequeno nome no canto superior esquerdo. Damos por nós inebriados em emoções raras, a imaginar situações, a querer fazer coisas que nunca pensamos, a agir de forma diferente, até.
Não há nada que seja perfeito. Nada. Ninguém é compatível a 100% com alguém. Nenhuma relação é perfeita, e o conceito de perfeita tem muito que se lhe diga (mas não aqui, e não hoje). Há sempre alguma coisa que não está bem, e não nos dizem isso nos contos de fadas também. Mas a capacidade do ser humano de se adaptar, de querer, de ter vontade, de superar obstáculos, de conviver e de ser bom, todas essas vantagens que temos, estão lá para alguma coisa. Precisamente para nos permitir aceitar os defeitos possíveis, porque também os temos, e entregar tudo o que há em nós, de mais íntimo.
E então, já não dizemos "como é que...?". Aí já dizemos "Foi assim que...". Porque nessa altura, já estamos numa fase muito diferente.
É a evolução...
Hoje, temos a liberdade de escolher estar sozinhos. De não querer casar, de querer múltiplas companhias, se assim o desejarmos.
Mas isto também não é bem assim, pois não? Porque no fundo todos queremos aquela companhia. Aquela a quem damos tudo e de quem queremos tudo, a que nos faz sorrir em dias maus, que nos ama incondicionalmente, que faz amor connosco apaixonadamente, que é a nossa melhor amiga, acima de tudo.
Mas não se encontra em qualquer lado. Aliás, tenho cá para mim que quanto mais procuramos, pior é. Porque tal como comecei este post, as coisas acontecem quando menos estamos à espera.
Será mesmo assim? Ou é apenas um cliché? Algum dia deixamos de estar à espera? Ou temos sempre aquela coisa no subconsciente quando conhecemos alguém novo, que nos diz "será que..."?
Eu não sei.
Mas sei que a magia acontece. Em pequenas coisas, a magia está lá. E se estamos à espera ou não, acaba por ser indiferente. Porque muita vezes nem vemos o que nos atingiu. Simplesmente acordamos no epicentro das emoções. E se até aqui nos perguntávamos "será que...?", a partir daqui dizemos "como é que...?". Porque aí já aconteceu. Porque aí já damos por nós a sorrir com uma palavra. Com um envelope até, se for preciso, só com um pequeno nome no canto superior esquerdo. Damos por nós inebriados em emoções raras, a imaginar situações, a querer fazer coisas que nunca pensamos, a agir de forma diferente, até.
Não há nada que seja perfeito. Nada. Ninguém é compatível a 100% com alguém. Nenhuma relação é perfeita, e o conceito de perfeita tem muito que se lhe diga (mas não aqui, e não hoje). Há sempre alguma coisa que não está bem, e não nos dizem isso nos contos de fadas também. Mas a capacidade do ser humano de se adaptar, de querer, de ter vontade, de superar obstáculos, de conviver e de ser bom, todas essas vantagens que temos, estão lá para alguma coisa. Precisamente para nos permitir aceitar os defeitos possíveis, porque também os temos, e entregar tudo o que há em nós, de mais íntimo.
E então, já não dizemos "como é que...?". Aí já dizemos "Foi assim que...". Porque nessa altura, já estamos numa fase muito diferente.
É a evolução...

5 divergências doutrinais:
Revelador, muito bem :)
Vale para ti, meu caro =)
E para o pombo também, diga-se!
Caíste da cama?! Bateste com a cabeça?! Fizeste um reset cerebral?
Parvoíces à parte, devo confessar que gostei e que está certeiro. Excepto no uso da expressão "fazer amor" que é das coisinhas mais idiotas e sensaboronas que já inventaram! Tanto a expressão como o acto que comummente lhe está associado, o que é bem diferente do que é suposto acontecer entre duas pessoas que realmente se desejam. Muito soft, meu caro.
fazer amor expressão idiota ou sensaborona? permitam-me discordar, até porque fazer amor parece-me tudo menos uma expressão.
:) *
Obviamente que é permitido discordar. Que seria do mundo se gostássemos todos do mesmo ou tivéssemos a mesma opinião.
É tudo uma questão de semântica e do significado que damos às palavras e às expressões. Para mim, fazer amor, é qualquer coisa assim a atirar para o delicodoce, qualquer coisa que não é nem deixa de ser, e com alguém que ame e deseje, e que por conseguinte me dê tesão, eu terei vontade de muita coisa, mas não de fazer amor. O que não implica que não esteja lá o sentimento. Porque está. E de que maneira. Mas isto sou eu.
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